A capivara é um roedor, mas não qualquer roedor. Deixe de lado os camundongos e ratos. Pense em um rato que pode pesar 80 kg e chegar a meio metro de altura. Assustador! Mas a capivara é uma animal pacato, e segundo as minhas fontes, o nome capivara vem de Kapiyva, o mestre das gramas. Longos períodos de espera à beira dos rios e lagos até a próxima refeição, cuidando para que a onça ou o jacaré não faça dela a próxima refeição. Bem, no xadrez capivara é um jogador fraco, que comete capivaradas, erros que jogam fora uma partida em que ele “não estava tão mal”. Um lance desses não é como os lances sub-ótimos, para não dizer medíocres, que ele faz um atrás do outro, mas um lance capaz de mudar a característica da posição de forma que fique favorável ao adversário, um instinto natural que leva à derrota. Explicar esses lances não é fácil: é um misto de preparação fraca, com soberba, com auto-compaixão. Os movimentos fracos mostram os erros de análise, avaliação e gerenciamento do tempo. Mas não se preocupe, em pensar de forma tão crítica em relação a sim mesmo, essa consciência da própria limitação pode ser utilizada para expandir a sua capacidade, e se tornar mais forte e mais capaz e superar as dificuldades no xadrez e em outras áreas. Bem vindo à mente da capivara, um ensaio sobre as próprias limitações sobre o tabuleiro. Para escrever esse material, inicio pelas minhas partidas do fim de 2021, mas uma carreira de xadrez de um jogador apenas médio vai desfilar. Além do xadrez, sou professor universitário de química, com doutorado em química orgânica, escrevi diversos artigos científicos na área e também me dedico na divulgação científica nos canais “Química Orgânica Visual” e “Projeto Inteligente”.

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